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	<title>Klima Seguros</title>
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	<description>Klima Adm. e Corretora de Seguros</description>
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		<title>MEC compra 135 milhões de livros para serem usados por estudantes em 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:06:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões; maioria dos exemplares é para alunos dos anos finais do fundamental O Ministério da Educação comprou 135 milhões de livros para serem usados por escolas públicas em 2011. Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões, e a compra foi realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões; maioria dos exemplares é para alunos dos anos finais do fundamental</p>
<p>O Ministério da Educação comprou 135 milhões de livros para serem usados por escolas públicas em 2011. Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões, e a compra foi realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático. As obras vão começar a ser entregues nas escolas em outubro, pelos Correios. Foram adquiridos 1.846 títulos diferentes de 21 editoras, a um preço médio de R$ 6,49 por exemplar. A partir deste ano, a distribuição foi condicionada à adesão ao programa.</p>
<p>Mais de 200 municípios não firmaram o convênio e vão ficar sem o livro didático, que é distribuído grátis. A maior parte dos livros, de acordo com o FNDE, será direcionada a alunos dos anos finais do ensino fundamental. Eles vão receber livros novos de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira. Cada livro deve ser utilizado por três anos consecutivos. Os alunos dos primeiros anos do ensino fundamental receberão títulos de reposição. Do total das obras, 118,4 milhões serão para estudantes do ensino fundamental e 17 milhões para o ensino médio.</p>
<p>Fonte: O Estado de São Paulo, 02/09/2010 &#8211; São Paulo SP</p>
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		<title>Rede articula escolas de 5 países para fazer currículo pró meio ambiente</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:05:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Escolas e organizações sociais da Áustria, da República Tcheca, do Reino Unido, da República do Benim e mais recentemente do Brasil criaram uma rede para trocar experiências e criar um currículo baseado na preservação do meio ambiente. A ideia é que a temática seja trabalhada em todas as disciplinas e na gestão das 40 escolas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escolas e organizações sociais da Áustria, da República Tcheca, do Reino Unido, da República do Benim e mais recentemente do Brasil criaram uma rede para trocar experiências e criar um currículo baseado na preservação do meio ambiente. A ideia é que a temática seja trabalhada em todas as disciplinas e na gestão das 40 escolas envolvidas. No Brasil participam a Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme de Almeida, a Escola Estadual Professora Julia Macedo Pantoja, o Colégio Bandeirantes e a Escola Teia Multicultural (Politeia) &#8211; todas localizadas na cidade de São Paulo (SP) -, além da Escola Estadual Professora Luiza Hidaka, de Suzano (SP). A rede é apoiada pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, pelo Instituto Akatu, pelo Instituto Paulo Freire, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Instituto Politeia.</p>
<p>A coordenação da iniciativa, chamada Currículo Global para a Sustentabilidade, fica a cargo do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip). As escolas participantes foram indicadas pelas secretarias de educação por serem consideradas de boa qualidade e por desenvolverem atividades ligadas à preservação ambiental. “É preciso incluir a temática em todas as disciplinas, pensar, por exemplo, Matemática sob a ótica de uma cultura de paz”, avaliou a coordenadora pedagógica do projeto, Madza Ednir, durante a reunião de lançamento do projeto, realizada na última semana, na capital paulista. “A sustentabilidade é uma nova maneira das pessoas se relacionarem com as outras e com o meio ambiente”.</p>
<p>Os colégios devem incorporar nas aulas temas relacionados à preservação do meio ambiente, comércio justo, consumo sustentável, pobreza e justiça social, sem fugir da sua programação oficial. “A escola já trabalha esse tipo de temática, mas com ações esparsas”, contou a professora de Língua Inglesa da Escola Julia Macedo Pantoja, Valéria Lopes. “O Currículo Global é uma oportunidade para que esses temas permeiem toda a escola”. Os professores devem fazer um registro escrito dos planos de aula, das atividades propostas e das impressões dos alunos. As experiências dos cinco países serão reunidas em uma publicação impressa que será lançada em cinco línguas, em 2012, quando termina o projeto. Enquanto ele é implantado, as atividades serão postadas em um site da iniciativa, ainda em construção. O endereço é www.globalcurriculum.net.</p>
<p>Além da troca de informações via Internet, estão previstas reuniões mensais com cada colégio, oficinas reunindo as cinco escolas, elaboração, implementação e avaliação de planos de aula e visitas de estudo ao Reino Unido, na Europa, e à República do Benim, na África. “A educação deve nos ajudar a reconhecer que somos parte da Terra. Entender isso é fundamental para mudarmos a relação de exploração dos recursos naturais”, afirmou na reunião a representante do Instituto Paulo Freire, Ângela Antunes. Na República Tcheca o projeto é implantado pela organização Arpok, no Reino Unido pelo Centro de Educação Global de Leeds, na República do Benim pela organização Nego-Com e na Áustria pela entidade Südwind.</p>
<p>Por: Sarah Fernandes<br />
Fonte: Portal Aprendiz, 03/09/2010</p>
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		<title>Educação não escolar de jovens e adultos é tema marginal para a academia brasileira</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A educação de adultos ocupa pouco espaço como tema nas pesquisas de pós-graduação das universidades brasileiras. Mas, quando se fala em educação não escolar de jovens e adultos, o panorama é ainda mais crítico. O assunto é tratado de forma marginal e, quase sempre, associado a outras práticas sociais. A conclusão é de uma pesquisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A educação de adultos ocupa pouco espaço como tema nas pesquisas de pós-graduação das universidades brasileiras. Mas, quando se fala em educação não escolar de jovens e adultos, o panorama é ainda mais crítico. O assunto é tratado de forma marginal e, quase sempre, associado a outras práticas sociais. A conclusão é de uma pesquisa que fez um balanço da produção de conhecimentos nas áreas de educação, ciências sociais e serviço social. O trabalho analisou a produção discente nos programas de pós-graduação no campo da educação não escolar de adultos entre 1999 e 2006. De acordo com Sérgio Haddad, da ONG Ação Educativa, coordenador da pesquisa, o tema da educação não escolar está associado a muitos temas da vida cotidiana das pessoas. “No entanto, a análise da dimensão educativa dessa modalidade, tendo como foco a prática, a metodologia e as características desse modelo de formação, é praticamente inexistente nos estudos de mestrado e doutorado no país”, disse Haddad à Agência FAPESP. A educação não escolar diz respeito aos processos de socialização e aprendizado das pessoas, que podem ocorrer na família, no trabalho, em centros comunitários e em outras instâncias que não a escola. Segundo o pesquisador, é um equívoco associar a educação não escolar apenas à ideia de pessoas que não tiveram acesso à educação escolar. “O debate sobre educação permanente, sobre outras instâncias de formação, em que temas amplos poderiam ser trabalhados, foi perdendo dinamismo com a supervalorização da escola. Entendemos que é cada vez mais necessário voltar a essa discussão, que é fundamental no processo de formação do indivíduo”, afirmou.</p>
<p>Haddad destaca que a escolarização é uma base importante inclusive para desenvolver outras áreas. Mas, segundo ele, a escola ganhou uma relevância tão grande – principalmente a partir do processo de redemocratização do país na década de 1980 – que tudo que não era de sua competência passou a ser. “Exige-se que a escola englobe toda a formação moral, a educação para a saúde, cidadania, e acabam esquecendo outros espaços formativos. Há um diálogo entre as duas formações, o que permite que as pessoas desenvolvam processos complementares de formação escolar ou não escolar”, destacou. Segundo o professor, há uma “redução analítica” da educação não escolar nos estudos analisados. “Uso a imagem do iceberg para ilustrar. O iceberg tem uma parte submersa, pouco conhecida, mas que é a base de tudo. Normalmente, nosso olhar é voltado para a parte visível desse iceberg, que é a escola”, disse. Haddad coordenou a pesquisa Educação não escolar de adultos: um balanço da produção de conhecimentos, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxilio à Pesquisa – Regular, que contou com a participação de 12 pesquisadores especialistas de várias instituições de ensino superior do país e centros de pesquisa.</p>
<p>Segundo ele, que é professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na pesquisa foi possível identificar a educação não escolar nos trabalhos analisados a partir de palavras-chave, como “educação popular”, “não formal”, “continuada”, “permanente”, entre outras. Inicialmente, o grupo buscou trabalhos em bancos de dissertações e de teses disponíveis digitalmente nas universidades, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e no Google. “No primeiro momento, a seleção foi feita com base em resumos nas áreas de educação, do serviço social e ciências sociais”, explicou. Como a educação não escolar de adultos não é um campo específico de estudos, ou seja, um campo teórico definido, a busca por esse assunto levou o grupo a incorporar uma série de outras palavras-chave. “Rádios comunitárias”, “participação em movimentos populares”, “economia solidária”, “educação ambiental”, “educação política” e “qualificação profissional” foram algumas das palavras utilizadas para formar a base de dados e estabelecer critérios de inclusão dos estudos.</p>
<p>De acordo com Haddad, foi possível identificar algumas linhas de abordagem. “Uma mais voltada para o desenvolvimento profissional, outra para as práticas de cidadania, outra na área econômica que se refere também ao desenvolvimento sustentável, como agroecologia, além de práticas educativas nas áreas de saúde e educação ambiental e fortalecimento de identidades como as questões de gênero, raciais e outras”, citou. “O objetivo final da pesquisa foi criar um banco de dados com os documentos e estudos analisados, para ver como o tema é tratado na produção discente, e disponibilizar todo esse material a partir de uma biblioteca digital, que foi financiada pela FAPESP e está abrigada na Ação Educativa”, disse. A partir da identificação dos títulos, os trabalhos foram classificados em 14 áreas temáticas relacionadas à educação não escolar de adultos. Foram analisados 341 trabalhos em educação, serviço social e ciências sociais, entre dissertações e tese. Segundo Haddad, houve uma grande dificuldade para conseguir os trabalhos em arquivos digitais. “Fizemos contatos com os programas de pós-graduação, com os autores e com os orientadores e solicitamos cópias ao Programa de Comutação bibliográfica (Comut), que permite a obtenção de documentos técnico-científicos disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em serviços de informação internacionais”, explicou.</p>
<p>O passo seguinte foi entregar os documentos aos pesquisadores parceiros especializados em cada área para analisar as pesquisas e produzir artigos sobre os documentos levantados. Cada autor identificou os principais temas abordados, seus conteúdos, agente educador, público alvo, relação com a educação escolar, entre outros aspectos. Os artigos podem ser lidos na e-curriculum, revista eletrônica de Educação da PUC-SP. “O sistema de coleta permitiu montar a biblioteca digital, que acolheu não só os artigos, mas também os documentos. Isso permitiu colocar à disposição as análises e todo o material bruto.”, disse Haddad. “Se a educação não escolar tem relação com a saúde, por exemplo, o enfoque educativo está nas práticas sanitárias, na formação do agente de saúde e em como os agentes trabalham com o desenvolvimento familiar”, afirmou. O próximo passo da pesquisa, segundo o coordenador, será analisar as práticas. “Estamos entrando em contato com organizações da sociedade civil para fazer uma análise de suas demandas e ações que dizem respeito, em sua maioria, à educação não escolar”, disse Haddad. “A ideia é confrontar essas práticas com os nossos estudos, fazendo um levantamento dos principais temas e das principais orientações metodológicas e políticas, para que sirvam de referência para novas pesquisas e aprofundamentos nessa área”, disse. A pesquisa contou também com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). (Agência Fapesp)</p>
<p>Fonte: Portal Aprendiz, 03/09/2010</p>
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		<title>MEC cria comitê para supervisionar &#039;&#039;Enem&#039;&#039; de professores</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:02:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Foi criado nesta quinta-feira (2) o Comitê de Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O órgão acompanhará a elaboração e aplicação da prova, que servirá como processo seletivo dos professores para as escolas da rede pública. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União o comitê será o órgão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi criado nesta quinta-feira (2) o Comitê de Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O órgão acompanhará a elaboração e aplicação da prova, que servirá como processo seletivo dos professores para as escolas da rede pública. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União o comitê será o órgão do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) responsável pelo exame. A criação da prova foi no dia 24 de maio. Ela funcionará como um concurso nacional para seleção de professores das redes públicas. A primeira edição será em 2011, destinada a quem deseja trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil. As secretarias estaduais e municipais de Educação poderão escolher se usam ou não a nota do novo exame em seus processos seletivos. Além disso os professores poderão usar a nota em diversos concursos.</p>
<p>O objetivo da prova é ajudar as redes a selecionar seus professores. O exame também servirá para diagnosticar os conhecimentos, competências e habilidades dos futuros professores e assim subsidiar as políticas públicas de formação continuada. Os temas cobrados no exame foram escolhidos com ajuda da opinião pública. Uma semana antes da criação oficial do exame, o Inep abriu um espaço em seu site para que qualquer pessoa sugerisse quais seriam os conhecimentos que um professor de educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental deveria ter no momento do ingresso na carreira. O sistema ficou aberto do dia 19 ao dia 30 de junho. As sugestões estão sendo analisadas por uma equipe técnica do Inep com especialistas de cada área e devem integrar a matriz que será usada para a elaboração das questões do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. (R7)</p>
<p>Fonte: Portal Aprendiz, 03/09/2010</p>
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		<title>Programa que certifica trabalhadores já recebeu 2,6 mil inscrições</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:01:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diploma será dado a profissional que desempenha função há muito tempo. Entre áreas estão eletroeletrônica, construção, música, pesca e turismo O Programa Certific, que certificará trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função mas não têm diploma que comprove sua formação, recebeu até esta quinta-feira (2) 2.643 inscrições. As informações são do Ministério da Educação. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diploma será dado a profissional que desempenha função há muito tempo. Entre áreas estão eletroeletrônica, construção, música, pesca e turismo</p>
<p>O Programa Certific, que certificará trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função mas não têm diploma que comprove sua formação, recebeu até esta quinta-feira (2) 2.643 inscrições. As informações são do Ministério da Educação. O Certific é uma parceria dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas são gratuitas. As inscrições começaram no dia 16 de agosto e vão até 10 de setembro. Os interessados devem procurar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia mais próximo de sua residência. São 37 campi em 13 estados mais o Distrito Federal que oferecerão o Certific neste semestre.</p>
<p>“O programa apresenta dois benefícios imediatos: a ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da população adulta”, disse Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. Método &#8211; O trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área. Depois da entrevista, há duas possibilidades. Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-616161.</p>
<p>Por: Portal G1, 02/09/2010</p>
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		<title>Secretaria estuda recomendar criação de cotas raciais por decreto</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:00:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Universidades devem ser orientadas para criação de cotas raciais. Eloi Araujo informou que documento será apresentado até 20 de outubro O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, informou ao G1 que um grupo de trabalho da secretaria trabalha atualmente em nota técnica que deve recomendar ao presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Universidades devem ser orientadas para criação de cotas raciais. Eloi Araujo informou que documento será apresentado até 20 de outubro</p>
<p>O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, informou ao G1 que um grupo de trabalho da secretaria trabalha atualmente em nota técnica que deve recomendar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que crie cotas para negros em universidades federais por meio de decreto. &#8220;Na nota técnica vamos tomar providências no sentido de buscar que pretos e pardos tenham direito de ingressar no ensino superior. A nota técnica poderá dizer que é necessário um decreto. Eu estou aguardando a finalização da nota técnica para marcar audiência com o presidente. Eu penso que um decreto é uma boa medida para adotar se não houver por parte de todo mundo a adoção da política de cotas&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<p>&#8220;A nota técnica vai orientar inclusive como as cotas deverão ser observadas pelas instituições de ensino superior. Algumas organizações imaginam que haja uma autonomia universitária. A autonomia não é absoluta, é relativa&#8221;, completou o ministro. De acordo com ele, a nota técnica será finalizada e entregue a Lula até o dia 20 de outubro, dia em que o estatuto entra em vigor. O texto foi sancionado pelo presidente no último dia 20 de julho e tem 90 dias para começar a vigorar. Logo após a aprovação do estatuto no Senado, antes da sanção presidencial, Eloi Araujo falou ao G1 que o estatuto permitia a criação de cotas sem que uma lei sobre o tema fosse discutida e aprovada por deputados e senadores. Na ocasião, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que isso era uma tentativa de &#8220;golpe&#8221;. &#8220;Isso é o que se chama de tentativa de fazer com que o Congresso brasileiro seja fechado ainda que esteja aberto. Essa matéria tão polêmica deve ser regulamentada evidentemente através de uma lei. (&#8230;) É o que se chama de falsa polêmica. O ministro se viu derrotado em uma posição e tenta dar um golpe&#8221;.</p>
<p>De acordo com Eloi Araujo, não se trata de golpe porque a lei é clara. &#8220;A lei é soberana. É dura, mas é a lei. E prevê a adoção de ações afirmativas. O Congresso aprovou essa lei.&#8221; Ele afirmou crer que uma definição sobre um eventual decreto para estabelecer cotas saia ainda neste governo. Eloi explicou que o grupo de trabalho é formado por técnicos da secretária, como professores e advogados. Esse grupo será responsável pela nota técnica que vai dar uma diretriz sobre o que deve ser regulamentado no estatuto. Cinco temas devem ser priorizados: educação, trabalho, moradia, cultura e saúde. &#8220;Nossa preocupação diz respeito ao propósito de contribuir com os amigos da Corte, aqueles que têm defesa de nossas ações. No Supremo Tribunal Federal (STF) temos ações muito perversas contra a população negra, contra cotas, contra o Prouni e contra as comunidades quilombolas. (&#8230;) Esse grupo está debruçado em oferecer subsídios nesses casos com base no estatuto.&#8221;</p>
<p>Cotas sociais &#8211; O ministro afirmou ser contra universidades que privilegiam cotas sociais a cotas raciais. Estudo do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) divulgado no começo desta semana mostrou que 71% das universidades federais e estaduais já têm cotas com base em seus conselhos ou leis estaduais. A maioria das instituições, porém, favorece as cotas sociais, para quem vem de escola pública. Segundo ele, ações afirmativas que só privilegiam o lado social, sem analisar a questão racial, devem ser revistas. &#8220;Essas medidas precisam ser revistas porque deveriam ser observados dados técnicos oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se a população é composta por 80% de pessoas que ganham até cinco salários, então vamos fazer isso. Se for qualquer outro número, é só para dizer que está fazendo. É coisa para inglês ver. É como se não tivesse havido a grande ofensa da escravidão e houve. Qualquer informação que não leve em consideração a gravidade que foi a escravidão, não é sequer educativa. Deveria observar os dois aspectos, sociais e raciais.&#8221; Para Eloi Araujo, no entanto, pode-se discutir por quanto tempo as cotas raciais seriam válidas. &#8220;Isso é justiça social e não precisa ser para sempre. Podemos estabelecer por um período, duas décadas, e depois analisar a evolução.&#8221;</p>
<p>Por: Mariana Oliveira<br />
Fonte: Portal G1, 02/09/2010</p>
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		<title>Educação não é carente apenas de verbas</title>
		<link>http://www.klimaseguros.com.br/693/educacao-nao-e-carente-apenas-de-verbas.html</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:58:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Construído o consenso na sociedade em torno do objetivo estratégico de se melhorar o ensino público básico, tem havido saudável mobilização de grupos, dentro e fora do Estado, numa empreitada cujos horizontes de tempo são medidos em décadas. No aspecto político da missão, é imperioso obter a adesão de governos, em todos os níveis, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Construído o consenso na sociedade em torno do objetivo estratégico de se melhorar o ensino público básico, tem havido saudável mobilização de grupos, dentro e fora do Estado, numa empreitada cujos horizontes de tempo são medidos em décadas. No aspecto político da missão, é imperioso obter a adesão de governos, em todos os níveis, na busca de metas. A mais geral é o país atingir em 2020 o nível de proficiência verificado no Primeiro Mundo em 2003. Em números: os estudantes do ciclo básico precisarão atingir nota média 6, daqui a dez anos, dois pontos acima da nota do última exame nacional, em 2009.</p>
<p>Nesse sentido, merece destaque a iniciativa de quase três dezenas de entidades de formular uma carta-compromisso, sob a inspiração do Movimento Todos pela Educação, a ser subscrita pelos principais candidatos a presidente da República. Deverão fazê-lo. A questão será cumprir as promessas, e isso dependerá de constante cobrança da sociedade. Afinal, uma das metas incluídas na carta é elevar o gasto público na educação a 10% do PIB, dos quais 8% com o nível básico, e 2% com o superior. Na prática, significa inverter de vez as prioridades na política de gastos com educação e dobrar o atual dispêndio. Para isso, sem considerar a hipótese reprovável do aumento de impostos &#8211; até porque a carga tributária se acha no limite -, será necessário remanejar verbas e enfrentar previsíveis resistências políticas.</p>
<p>Se a mobilização de recursos públicos é chave, também é imperioso que no &#8220;chão de fábrica&#8221; sejam aplicados bons programas. Por óbvio, a mobilização e a qualificação do professorado são imprescindíveis. Nesse aspecto, aconselha-se acompanhar a política educacional do governo de Barack Obama, para combater o mesmo mal: baixa qualidade do ensino básico. Também nos EUA, depois de gerações de êxito, as escolas públicas naufragaram e, já há algum tempo, são alvo de políticas específicas, federais, estaduais e municipais, para voltar a formar estudantes com a mesma qualificação fornecida já há algum tempo em salas de aula sul-coreanas, chinesas, escandinavas etc. Situações econômicas e sociais podem ser diversas, mas em todo o mundo o professor é o centro dos cuidados. Tem havido nos Estados Unidos, como aqui, choques constantes entre governos e sindicatos de professores, tão corporativistas quanto os nossos. Mas os governantes americanos não recuam e aplicam métodos de qualificação, avaliação do professorado, para efeito de premiação, como passou a ser feito em São Paulo e no município do Rio, por exemplo. Nossa herança cultural embebida de visão cartorial e de estamentos, vinda com as caravelas de Portugal, nos impede de ir tão fundo quanto os americanos: escolas improdutivas têm sido fechadas, e os alunos, remanejados; professores são demitidos, e assim por diante. Lá, é verdade, não existe estabilidade do funcionalismo como no Brasil.</p>
<p>Ilusão pensar que acordaremos um dia calvinistas e anglo-saxões. Mas reformas aplicadas em prefeituras como a de Nova York &#8211; onde há casos de sucesso de escolas administradas por terceiros &#8211; e na criação de programas de distribuição de bilhões de dólares federais em prêmios a estados que alcançam metas de rendimento escolar precisam ser acompanhadas com atenção. Será catastrófico se a meta dos 10% do PIB for alcançada e não existirem programas eficazes para serem executados.</p>
<p>Fonte: O Globo, 03/09/2010 &#8211; Rio de Janeiro RJ</p>
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		<title>Conflitos pedagógicos de sala de aula</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:57:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caríssimo leitor, vamos hoje abordar uma questão que diz respeito a relação difícil, que na maioria das vezes se estabelece entre alunos e professores, no contexto da sala de aula. Para tanto vamos nos apoiar nas reflexões do professor francês de Ciências da Educação Bernad Charlot, que afirma que quando faltam reflexão, prazer e aventura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo leitor, vamos hoje abordar uma questão que diz respeito a relação difícil, que na maioria das vezes se estabelece entre alunos e professores, no contexto da sala de aula. Para tanto vamos nos apoiar nas reflexões do professor francês de Ciências da Educação Bernad Charlot, que afirma que quando faltam reflexão, prazer e aventura em classe, a escola perde o seu sentido verdadeiro de ser. O princípio é simples, para os alunos há uma lógica para estudar e para os professores outra lógica para ensinar. Ou seja, cada um está seguindo por uma direção, para um objetivo que não é o do outro.</p>
<p>Isso fica claro quando os alunos reclamam que vão a todas as aulas, estudam em casa e não tiram a nota que acham que merecem. Do mesmo modo o professor reclama que prepara aula, faz todo o esforço para dar uma boa aula e o aluno parece que não está nem um pouco interessado e acaba tirando notas baixas. Esse descompasso revela o grande abismo que temos entre educandos e educadores e sem dúvida interfere sensivelmente no processo de ensino e aprendizagem.</p>
<p>Não nos cabe aqui julgar quem está certo ou errado, quem é vítima ou quem é vilão, mas sim compreender a trajetória, os processos pedagógicos que ao longo dos tempos foram colocando os dois lados em situações opostas. É importante compreender o ponto de vista de cada um, estudar a ótica do outro é a primeira lição que professores e alunos precisam aprender. Mesmo assim o diálogo verdadeiro ainda será muito difícil. O sentido da escola, segundo pesquisas realizadas pelo professor Charlot, para a maioria dos estudantes é um local de lazer, onde vão para comer, conversar, namorar e brincar. Não foi diagnosticado como um lugar para aprender. Para eles, os estudos, os trabalhos e as pesquisas existem para atender apenas aos interesses da escola. Percebemos com isso que a concepção de escola é equivocada, que já vem moldada de forma distorcida desde pequeno e continua nas séries posteriores.</p>
<p>Para o professor, ser educador nos dias atuais é um desafio, uma missão hercúlea, uma vez que o estudante vai a escola sem ter uma preparação prévia, ou seja, sem um entendimento do sentido &#8220;de escola&#8221;, fazendo com que o trabalho de educador seja uma missão quase impossível. É preciso que se tenha muita habilidade, didática e metodologia para enfrentar o contexto de uma sala de aula.</p>
<p>Antigamente, os pais tinham uma preocupação maior com essa etapa da vida do filho. Hoje todo mundo estuda. Criança, jovens, adultos e idosos. Você se vê diante de toda uma população que frequenta a escola sem ter sido preparada para ela, para as situações de aprendizagem. É lógico que isso é bom, que todos tenham acesso à escola, mas é preciso preocupar com que tipo de processo educativo se passa no contexto dessa instituição escolar.</p>
<p>Os jovens reclamam que querem um profissional mais aberto à discussão, menos tradicional e arcaico. Eles não querem mais ser apenas números na sala de aula, querem um tratamento mais ou menos anônimo. Mas é possível isso em nossas salas de aula lotadas de alunos? Essa é uma das competências que se espera do professor, mas em nosso sistema de ensino isso é possível? Essa é uma das contradições do universo da educação brasileira. Voltado a questão do conflito em sala de aula, ele sempre existiu, uma vez o que faz o aluno aprender é a sua própria atividade intelectual, não a do professor, a função do educador é promover essa atividade, fomentar o ator cognitivo, por isso vão existir divergências nas formas de pensar e conceber um fenômeno e um fato social.</p>
<p>Por: Elias Januário<br />
Fonte: Gazeta de Cuiabá, 03/09/2010 &#8211; Cuiabá MT</p>
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		<title>Uma boa reflexão</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Thomas Friedman, jornalista do The New York Times, escreveu um artigo intitulado &#8220;Escola não se escolhe por loteria&#8221;. O artigo mostra-nos, primeiro, que não é apenas o Brasil que se vê diante de problemas na área da educação. Os Estados Unidos também passaram e ainda passam por isto. A diferença está em que nós ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thomas Friedman, jornalista do The New York Times, escreveu um artigo intitulado &#8220;Escola não se escolhe por loteria&#8221;.</p>
<p>O artigo mostra-nos, primeiro, que não é apenas o Brasil que se vê diante de problemas na área da educação. Os Estados Unidos também passaram e ainda passam por isto. A diferença está em que nós ainda não conseguimos resolver todos os problemas que afetam nosso sistema educacional. Temos tido um pouco mais de sucesso, quando a natureza dos problemas é de ordem quantitativa; entretanto, quando o desafio está em encontrar a solução para os problemas de ordem qualitativa, ainda não conseguimos superá-los. Evidente, que há ilhas de excelência, escolas que oferecem um ensino de qualidade, formando integralmente seus alunos. Assim, como na educação básica, o Brasil possui Universidades e Faculdades de alto nível. Longe estamos, no entanto, de generalizar os bons resultados alcançados por todas as escolas básicas e de ensino superior, para que o sistema educacional brasileiro alcance a qualidade desejada, seja na rede publica, seja na rede privada. Pois bem, Thomas Friedman nos fala, em seu artigo, sobre o movimento que está agitando o país na área da educação. Este movimento teve inicio com a explosão das novas escolas terceirizadas, que recebem verbas públicas e doações privadas. Prosseguiu com o novo contrato de trabalho do sindicato dos professores de escolas públicas de Washington, que recompensa significativamente os professores que conseguem que seus alunos progridam rapidamente e afasta os que não conseguem.</p>
<p>Com essas duas medidas, os americanos finalmente estão enfrentando, com seriedade, a crise educacional que vinham enfrentando. O jornalista nos diz que uma outra maneira de tomar conhecimento dessa mudança é assistir, a partir de 24 de setembro, ao documentário &#8220;Waiting for Superman&#8221; (Esperando o Super-Homem) dirigido por Davis Guggenheim. O título do documentário é tirado da entrevista de Geoffrey Canada, fundador da Harlem’s Children Zone, que usou uma estratégia abrangente, incluindo uma creche, programas de serviço social e jornadas mais longas em suas escolas terceirizadas, para criar uma nova estrada para um dos bairros mais problemáticos de Nova York. Geoffrey Canada defende a tese de que não seria com um Super-Homem ou com uma super teoria que consertariam suas escolas; mas sim, &#8220;com super-homens e com super-mulheres que sabem o que é preciso fazer para uma escola cumprir sua missão: professores bem formados, sob orientação dos melhores diretores e com o apoio de pais mais participantes&#8221;. Esta tese é defendida, no Brasil, por muitos educadores. Não temos é conseguido colocá-la em prática. O documentário &#8220;Esperando o Super-Homem&#8221; segue cinco crianças e seus pais, que desejam obter uma educação pública decente, mas para isto têm que entrar numa espécie de loteria para matricular seus filhos numa boa escola terceirizada, já que as de sua vizinhança estão falidas.</p>
<p>Guggenheim dá partida ao documentário explicando que ele era a favor de mandar as crianças para as escolas públicas do bairro, até que teve que escolher uma escola para seus próprios filhos e, aí, a realidade instalou-se. Diz ele que &#8220;seus sentimentos sobre educação pública passaram a não pesar tanto quanto seu medo de matricular seus filhos numa escola que não consegue bons resultados&#8221;. Diz ele: &#8220;a cada manhã, traindo as ideias que tive ao longo da minha vida, passava diante de três escolas públicas, ao levar meus filhos para uma escola particular&#8221;. E completa: &#8220;Mas tenho sorte. Tenho escolha&#8221;. Já outras famílias, continua Guggenheim, &#8220;penduraram sua sorte num computador que gera números em sequência aleatória, num globo de bingo que deixa cair uma bolinha numerada ou na mão que tira um cartão numerado de uma caixa. Isto porque, quando há uma ótima escola pública, não há mais vagas e as crianças e seu futuro ficam nas mãos da sorte&#8221; . Na sua entrevista, Guggenheim diz que é &#8220;intolerável que, nos Estados Unidos, hoje, um globo de bingo determine o futuro e educação de uma criança, quando há muitas escolas que funcionam, e mais, estão melhorando&#8221;. O documentário é sobre as pessoas que estão tentando mudar essa situação, a partir da conclusão de que a crise educacional se instalou nos Estados Unidos por pagarem mal e desvalorizarem os professores, compensando-os com bônus, bloqueando reformas que precisam ser feitas. O documentário conclui afirmando que &#8220;a chave para o crescimento de um estudante é colocar um bom professor em cada sala de aula, apoiar as escolas terceirizadas&#8221;. Coloca diante dos que dirigem escolas &#8211; professores, líderes sindicais, diretores, pais, conselhos escolares, fundadores de escolas terceirizadas, políticos, a seguinte sugestão: &#8220;vocês estão pondo as crianças e sua educação em primeiro lugar?&#8221;.</p>
<p>Segundo Thomas Friedman a recuperação da educação americana não está sendo um milagre. É o resultado do esforço conjugado de milhões de professores de escolas públicas, privadas ou terceirizadas e dos pais que põem seus filhos em primeiro lugar ao implementar as melhores ideias, e ao fazê-lo, tornam as escolas um pouco melhores a cada dia, superando a crise educacional. &#8220;Com a recuperação das escolas, nenhum americano precisará voltar a brincar de bingo da vida com seus filhos ou esperar para ser salvo pelo Super-Homem&#8221;, termina o articulista. Eis aí um exemplo de que não devemos esperar por um milagre para que o sistema educacional brasileiro tenha a qualidade indispensável. Qualidade que pode ser sintetizada em duas expressões: &#8220;saber ensinar&#8221; e &#8220;fazer aprender&#8221;. Para isto, é indispensável ter bons professores, remunerá-los condignamente, porque sua missão é altamente relevante; ter gestores eficientes, envolvidos não só nas questões administrativas das escolas, mas sobretudo nos aspectos pedagógicos; atrair as famílias dos alunos para que se façam presentes, acompanhando o desempenho escolar de seus filhos e acreditar que as crianças e sua educação devem estar em primeiro lugar. Quando iremos pensar e agir assim?</p>
<p>Por: Terezinha Saraiva<br />
Fonte: Folha Dirigida, 02/09/2010 &#8211; Rio de Janeiro RJ</p>
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		<title>Cínicos mestres</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos aguentando a campanha e o desfile de personagens deprimentes, com apelidos inacreditáveis e promessas oníricas. Procuramos uma proposta e nada, &#8220;a boneca de ventríloquo&#8221; agarrada em seu guru e inventor, a oposição perdida, desnorteada, a &#8220;senhora do agreste&#8221; com seu perfil comportado e fala mansa, restando alguma agitação e, mesmo interesse, para o octogenário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos aguentando a campanha e o desfile de personagens deprimentes, com apelidos inacreditáveis e promessas oníricas. Procuramos uma proposta e nada, &#8220;a boneca de ventríloquo&#8221; agarrada em seu guru e inventor, a oposição perdida, desnorteada, a &#8220;senhora do agreste&#8221; com seu perfil comportado e fala mansa, restando alguma agitação e, mesmo interesse, para o octogenário agressivo e bem humorado que usa seus segundos com argúcia e provocação. Pelas pesquisas, tudo já se definiu e, pelo noticiário, também já começou a distribuição dos cargos, milhares deles criados para amparar os &#8220;companheiros&#8221;, inchando a máquina pública. E ficamos à espera de um fato novo, um escândalo, uma escorregada possível, em face do despreparo, que altere o panorama que se desenha&#8230; Neste ofício de escrever, no encontro semanal com meus sete leitores, em quatro décadas, é claro que acumulamos temas, colecionamos opiniões, arquivamos milhares de linhas das quais nos valemos quando a inspiração foge ou se espreguiça bem como no instante em que a matéria volta à baila, retorna a discussão e aí recuperamos os argumentos &#8220;idos e vividos&#8221;.</p>
<p>O melhor é encontrar, vez por outra, concordância com os pontos de vista que esposo, como é o caso do artigo &#8220;A pós-graduação e a mais valia&#8221; (de agosto de 2001) de autoria do Dr. Flavio R.L. Paranhos, publicado no &#8220;O Popular&#8221; de Goiânia e que trago novamente à luz, poupando os neurônios envelhecidos. Do coração verde da pátria, vêm as palavras precisas e que me deram especial satisfação já que as endosso totalmente e verifico não estar só na minha cruzada inglória contra as bobagens e vaidades que infestam a educação. Repito-as: &#8220;O mestre/doutor é necessariamente melhor médico do que o que não possui esses títulos? Não. (&#8230;) Um erro grosseiro que se vem cometendo sistematicamente, e, o que é pior, encarado de forma natural, é a valorização cega e obsessiva dos títulos de mestre e doutor pelos meios oficiais de fomento à educação. Se determinada universidade tem mais mestres/doutores, é mais bem conceituada, recebe mais atenção, enfim mais dinheiro. Em consequência, temos universidades tradicionais tratando de garantir que seus próprios quadros abocanhem logo o  título e professores, sem a menor vocação para a pesquisa, sendo obrigados a enfrentar os cursos, não como se fossem cursos, mas, sim, como obstáculos à obtenção do amaldiçoado título (&#8230;) Não há porque obrigar bons professores da graduação a passar pelo suplício de um curso de pós-graduação.</p>
<p>Existem meios mais inteligentes e justos de mantê-los atualizados. Por outro lado, não faz sentido obrigar pesquisadores a dar aulas, se essa não for sua vocação. O prejuízo é duplo: deles próprios e dos alunos (&#8230;) São de vital importância as disciplinas do chamado domínio conexo (metodologia científica, estatística e didática, por exemplo). É de estarrecer o desprezo que dispensam a essas disciplinas os alunos que evidentemente entram na pós-graduação com todas as credenciais do mundo, exceto a que mais interessa: a vocação. Resultado: formam-se mestres e doutores sem a menor noção dessas matérias.&#8221; Foi-se o parágrafo inicial bem entregue às valiosas considerações do Dr. Flávio Paranhos que não perdem a atualidade porque nada se modifica no costumeiro marasmo com que é tratada a educação, um palco para vaidades tolas. Ressalto a acurada observação da ausência do requisito essencial à prática docente: a vocação, o gosto, a queda pela missão de ensinar, o que sempre sublinho; magistério é dom, é entrega.</p>
<p>É exatamente o que vem acontecendo, já que basta tão-somente alcançar a titulação que se tornou indispensável ao ingresso nos corredores acadêmicos e representa um plus de remuneração, único objetivo dos imberbes que engrenam a pós logo a seguir a uma graduação provavelmente insatisfatória. Esse contingente despreparado, sem cicatrizes da vida profissional, vazio de experiência, (o mesmo acontece com juízes novatos que, arrogantes em regra, julgam sem ter experimentado as vicissitudes da vida) transforma-se no professor enfatuado, distante de seu aluno, incapaz de compreender a vida dentro de uma sala de aula, despido de comezinhos princípios de convivência social, alguém aborrecido e que aborrece os outros.</p>
<p>É a esta gente, mestres titulados, mas falsos professores, que a educação vem sendo entregue, em nome de uma teoria qualquer, na  realidade um &#8220;clubinho&#8221; de apaniguados que encontrou um veio para auferir mais dinheiro sem nenhum compromisso com os objetivos educacionais e com a qualidade que se faz necessária ao exercício de transmitir conhecimentos, de preparar os mais jovens, de descortinar futuros, de formar o profissional competente e, principalmente, o homem, o cidadão cônscio de seus direitos e obrigações. Em razão de ditames saídos de gabinetes desligados da realidade ou, provavelmente, compromissados com interesses pouco recomendáveis, vimos sofrendo a invasão desses tristes fantoches que transformam as aulas em tortura, a cátedra em palco de suas fatuidades tolas, o aprender em sacrifício, estiolando a universidade que se paralisa, perde a criatividade, fecha-se em si mesma, enfraquece e se distancia da comunidade à qual deve servir.</p>
<p>A tentativa de reforma do ensino superior (mais uma!) enveredou pelo mesmo caminho errado e pretende elevar para até 50% o percentual de mestres e doutores no corpo docente, o que só o deteriorará pelos motivos expostos um pouco acima. Antes que, novamente, ecoem as vozes rancorosas, os costumeiros defensores de comendas e capelos bordados, grifo e repito minha posição: a pós-graduação deve pressupor um interstício, o aprendizado na labuta da profissão para que se definam as ambições e o aluno tenha a bagagem suficiente à ampliação de seu conhecimento, aprofundando estudos que possam, realmente, contribuir, não para seu currículo individual, mas para a sociedade, seja nas pesquisas (que inovem e tenham proveito, sirvam à sociedade, representem um ganho, avanço e não apenas uma tese vaidosa, ininteligível e, portanto, inútil.) de que tanto carecemos seja, desde que remodelados os cursos e direcionados corretamente, para a tarefa de lecionar. P.S. É impressionante o descaramento dos que postulam o parlamento. Colocam cartazes nas esquinas, com o segurança &#8220;sanduíche&#8221; dormindo entre eles, ostentando dizeres e promessas mirabolantes diversas. Há um, conhecido por suas atividades &#8220;pouco ortodoxas&#8221;, que tem a coragem de estampar, à guisa de carimbo, o rótulo &#8220;Ficha Limpa&#8221;! Vale tudo e a culpa é nossa se eles voltarem.</p>
<p>Por: Antonio Luiz Mendes de Almeida<br />
Fonte: Folha Dirigida, 02/09/2010 &#8211; Rio de Janeiro RJ</p>
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